Gostei muito do texto. É um assunto com o qual convivo diariamente já que estou morando com dois tunisianos - e a revolução do Egito talvez não teria ocorrido sem o exemplo anterior da revolução na Tunísia.
Concordo com o que você falou sobre como a mídia tradicional está se comportando. Afirmo, porém, que esse momento revolucionário nos países árabes não teria sido possível sem os avanços tecnológicos no campo informacional. Primeiro foram os WikiLeaks; depois os celulares com câmeras e os vídeos postados no Facebook, que permitiram à população se informar, já que a mídia tradicional se mostrou pouco confiável; por fim, a rede árabe informação Al Jazeera (disponível a nós ocidentais na versão inglesa: http://english.aljazeera.net/) está fazendo uma cobertura bem competente das revoluções. Como meu amigo Tunisiano me disse, já havia ocorrido outra revolução antes na Tunísia, mas as pessoas simplesmente não tinham como se informar a respeito.
Há mais medos em jogo. Existe o medo de Israel, de que o Egito pare de virar as costas ao massacre do povo na palestina. Existe o medo dos países ocidentais de que os árabes implementem uma teocracia - no fundo os ocidentais pensam que os árabes não são capazes de viver democraticamente, e, portanto, seria melhor apoiar ditaduras com valores ocidentais.
Vamos ficam de olho, porque muita coisa ainda vai acontecer...
Gostei muito do texto. É um assunto com o qual convivo diariamente já que estou morando com dois tunisianos - e a revolução do Egito talvez não teria ocorrido sem o exemplo anterior da revolução na Tunísia.
ResponderExcluirConcordo com o que você falou sobre como a mídia tradicional está se comportando. Afirmo, porém, que esse momento revolucionário nos países árabes não teria sido possível sem os avanços tecnológicos no campo informacional. Primeiro foram os WikiLeaks; depois os celulares com câmeras e os vídeos postados no Facebook, que permitiram à população se informar, já que a mídia tradicional se mostrou pouco confiável; por fim, a rede árabe informação Al Jazeera (disponível a nós ocidentais na versão inglesa: http://english.aljazeera.net/) está fazendo uma cobertura bem competente das revoluções. Como meu amigo Tunisiano me disse, já havia ocorrido outra revolução antes na Tunísia, mas as pessoas simplesmente não tinham como se informar a respeito.
Há mais medos em jogo. Existe o medo de Israel, de que o Egito pare de virar as costas ao massacre do povo na palestina. Existe o medo dos países ocidentais de que os árabes implementem uma teocracia - no fundo os ocidentais pensam que os árabes não são capazes de viver democraticamente, e, portanto, seria melhor apoiar ditaduras com valores ocidentais.
Vamos ficam de olho, porque muita coisa ainda vai acontecer...