No cume a Estrela Guia, na raiz a manjedoura. A Estrela Guia, a mais alta das estrelas, guia ao Altíssimo. Na manjedoura o Altíssimo se abaixa e, além de ter que viver em matéria, ainda por cima conhece a matéria bruta, pois no curral dormem também todos os sem-terra da Terra, que não podem pagar hospedaria, e lá estão os animais trabalhadores (bois, mulas, não sei...). Entre esta manjedoura, aqui embaixo, e a Estrela Guia, lá em cima, o tronco da árvore as liga diretamente, e ele representa toda a natureza – o reino mineral, no tronco; o reino vegetal, nas folhas; o reino animal, nos frutos carnudos – , mas na árvore também está pendurado todo o Astral – com seus planetas esféricos, com suas estrelinhas, que piscam de felicidade pelo nascimento do Deus-menino, e não esquecendo dos anjinhos segurando cornetas (lírios). A árvore de natal, então, com o tronco crescendo de baixo para cima e os cordões de luz suspendendo-se de cima para baixo, representa a união perfeita entre o terrestre e o celeste. O tronco, que é de matéria, é sofredor, e seu crescimento é pelo acúmulo desse sofrimento – desde quando começou a evolução, as espécies já se desenvolviam pela competição, sobrepujando-se o reino vegetal sobre o mineral, o animal sobre o vegetal, e o homem então... confira a forma da pirâmide da desigualdade social, que é cônica como a conífera, o chamado “pinheirinho”. Mas, embora imperceptível para muitos, a árvore de natal contém também o inverso dessa imagem, sob forma de um funil de luz, pelo qual todo o Astral desce à Terra sobre um foco determinado na circunscrição da manjedoura. Assim, toda a ascensão que poderíamos almejar, custando muito sofrimento, é-nos dada de presente, sobre uma bandeja (pois Jesus, ao dormir na manjedoura, assim que recebeu seu corpo e seu sangue na encarnação, já estava preparado para repartir esse corpo e esse sangue em forma de alimento quando fosse se despedir daqui). Todos devem considerar que, tanto a ceia quanto os presentes, tudo está contido no presepinho. Dando-se de comer aos animaizinhos, Ele dizia que as parábolas era porque, se não fosse assim, ninguém entenderia; logo, as sementes de consciência que ele plantou eram versões das estrelas numa dimensão que pudéssemos ingerir. Mesmo assim, que indigestão que causou na humanidade! Esse entrelaçamento das pirâmides, viradas para baixo e para cima, tem a forma da Estrela de Davi, o conhecimento dialético, que trabalha com as contradições numa tentativa de superar a dualidade entre bem e mal. A árvore da vida e a árvore do conhecimento são a mesma, mas o fruto do conhecimento é um fruto que caiu lá de cima e nessa queda caiu também no conceito; nossa ascensão se dá pelo bom conhecimento do bem e do mal, e essa apuração envolve um estágio na matéria, onde os pinheirinhos são despejados pela polícia no fim do ano. É quando somos toscos na nossa distinção que machadamos a natureza e só evoluímos às custas de descer tudo até o nível do chão onde nos encontramos, mas a Estrela que desceu veio para nos levar para cima, e vamos gradualmente como a seiva, pois tudo passa pelas veias da natureza, e, principalmente, aprendendo a comungar com ela, tomando força dos cordões de luz que se enrolam na árvore como cipós auxiliadores. Jesus gostava de contar suas histórias às criancinhas, “aos pequeninhos”, como dizia Ele, e assim descia e elevava parabólica e pacientemente; mas, quando Ele é que era criança, dentre várias presepadas que deve ter feito, a maior delas sem dúvida foi, como está em Lucas 4, 41-52, quando O encontraram ensinando lições aos doutores e anciãos do templo. Pois, ora, quem não é pequeninho perto do Céu-menino?
Escrevo esta mensagem natalense para, além de fazer oposição ao fenômeno dos papais noéis maliciosos, que todos estão publicando, publicar eu esta clareza de palavras e, em cada irmão, amigo e parente, depositar meu natalício voto, que estamos todos eleitos nesse leito.
Árvore natalense:
ResponderExcluirNo cume a Estrela Guia, na raiz a manjedoura. A Estrela Guia, a mais alta das estrelas, guia ao Altíssimo. Na manjedoura o Altíssimo se abaixa e, além de ter que viver em matéria, ainda por cima conhece a matéria bruta, pois no curral dormem também todos os sem-terra da Terra, que não podem pagar hospedaria, e lá estão os animais trabalhadores (bois, mulas, não sei...). Entre esta manjedoura, aqui embaixo, e a Estrela Guia, lá em cima, o tronco da árvore as liga diretamente, e ele representa toda a natureza – o reino mineral, no tronco; o reino vegetal, nas folhas; o reino animal, nos frutos carnudos – , mas na árvore também está pendurado todo o Astral – com seus planetas esféricos, com suas estrelinhas, que piscam de felicidade pelo nascimento do Deus-menino, e não esquecendo dos anjinhos segurando cornetas (lírios). A árvore de natal, então, com o tronco crescendo de baixo para cima e os cordões de luz suspendendo-se de cima para baixo, representa a união perfeita entre o terrestre e o celeste. O tronco, que é de matéria, é sofredor, e seu crescimento é pelo acúmulo desse sofrimento – desde quando começou a evolução, as espécies já se desenvolviam pela competição, sobrepujando-se o reino vegetal sobre o mineral, o animal sobre o vegetal, e o homem então... confira a forma da pirâmide da desigualdade social, que é cônica como a conífera, o chamado “pinheirinho”. Mas, embora imperceptível para muitos, a árvore de natal contém também o inverso dessa imagem, sob forma de um funil de luz, pelo qual todo o Astral desce à Terra sobre um foco determinado na circunscrição da manjedoura. Assim, toda a ascensão que poderíamos almejar, custando muito sofrimento, é-nos dada de presente, sobre uma bandeja (pois Jesus, ao dormir na manjedoura, assim que recebeu seu corpo e seu sangue na encarnação, já estava preparado para repartir esse corpo e esse sangue em forma de alimento quando fosse se despedir daqui). Todos devem considerar que, tanto a ceia quanto os presentes, tudo está contido no presepinho. Dando-se de comer aos animaizinhos, Ele dizia que as parábolas era porque, se não fosse assim, ninguém entenderia; logo, as sementes de consciência que ele plantou eram versões das estrelas numa dimensão que pudéssemos ingerir. Mesmo assim, que indigestão que causou na humanidade! Esse entrelaçamento das pirâmides, viradas para baixo e para cima, tem a forma da Estrela de Davi, o conhecimento dialético, que trabalha com as contradições numa tentativa de superar a dualidade entre bem e mal. A árvore da vida e a árvore do conhecimento são a mesma, mas o fruto do conhecimento é um fruto que caiu lá de cima e nessa queda caiu também no conceito; nossa ascensão se dá pelo bom conhecimento do bem e do mal, e essa apuração envolve um estágio na matéria, onde os pinheirinhos são despejados pela polícia no fim do ano. É quando somos toscos na nossa distinção que machadamos a natureza e só evoluímos às custas de descer tudo até o nível do chão onde nos encontramos, mas a Estrela que desceu veio para nos levar para cima, e vamos gradualmente como a seiva, pois tudo passa pelas veias da natureza, e, principalmente, aprendendo a comungar com ela, tomando força dos cordões de luz que se enrolam na árvore como cipós auxiliadores. Jesus gostava de contar suas histórias às criancinhas, “aos pequeninhos”, como dizia Ele, e assim descia e elevava parabólica e pacientemente; mas, quando Ele é que era criança, dentre várias presepadas que deve ter feito, a maior delas sem dúvida foi, como está em Lucas 4, 41-52, quando O encontraram ensinando lições aos doutores e anciãos do templo. Pois, ora, quem não é pequeninho perto do Céu-menino?
Escrevo esta mensagem natalense para, além de fazer oposição ao fenômeno dos papais noéis maliciosos, que todos estão publicando, publicar eu esta clareza de palavras e, em cada irmão, amigo e parente, depositar meu natalício voto, que estamos todos eleitos nesse leito.
André Nogueira, 20/12/2013.